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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Desajustada.

Cheguei a conclusão que:
Não sou um bom partido.
Chamo palavrão,
Não lavo,
Não passo,
Não cozinho,
Tenho muito poucos vestidos,
Estou sempre despenteada,
Maquiagem - nem pensar,
Um rímel básico já está bom,
Ando descalça,
Bebo,
Encho a cara mesmo,
Falo alto,
Alto pra caralho,
Nas ruas pago mico,
Não crio animais,
Gosto de festas,
De sair durante a noite,
Tenho preguiças infinitas,
Me irrito com facilidade,
Não decoro datas,
Idades, nomes,
Nem números de telefones.

Mas também é verdade que:
Tenho um dos sorrisos mais bonitos do mundo,
Sorriso largo de quem sabe ser feliz,
Olho sempre nos olhos,
Tenho sede de conhecer lugares novos,
Livros novos,
Novas sensações,
Gosto de ouvir som alto,
Do silêncio,
Do vento,
Do pôr e do nascer do sol,
Sou tímida,
Compro ideias novas -
Pois a lua me engrandece -
Sou observadora,
Distraída das ideias ruins,
Tenho um abraço forte,
Abraço pessoas como se mais nada no mundo importasse,
Choro,
Tenho saudades,
Guardo boas memórias,
Gosto de comer bastante,
O olfato e o paladar me guiam
E desejo sempre seguir em frente.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Amor...


eu não decoro rostos.
não decoro nomes.
não decoro lugares.
mas lembro de cheiros.

dos cheiros que as pessoas tem.
dos cheiros que os lugares possuem.
dos cheiros das boas memórias.
mas basta eu sentir um cheiro para me lembrar de um lugar. de um rosto.
                                                                                         [de um nome.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Entra no mar comigo?

Mergulhei no mar
para saber
o que o mar tem
que eu não tenho.

Mergulhei no mar
para ver se absorvo
parte do seu esplendor.

Mergulhei no mar
para que ele pudesse me ajudar
levando para bem longe
toda carga negativa sobre mim.

Mergulhei no mar
para aprender a calar,
silenciar
e só escutar.

Mergulhei no mar
buscando afago,
abraço,
acolhimento.

Mergulhei no mar
para ver se conseguia sentir
parte do amor
que aquele surfista dedica
quando se entrega às profundezas
de seus encantos salgados.

Mergulhei no mar
porque quero aprender seu dialeto
e me redescobrir quem sou
como parte do teu sal.

Teu sal me alimenta.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

seduzir

meu bico afro
não precisa de batom
não precisa de cor
tem o tom de boca de quem deseja um amor
solto, sereno, suave...
e em meus olhos?
encontro representado neles, o infinito
desejos infinitos
quem ousa atravessá-los
sente o corpo faiscar
quem ousa atravessá-los
arde em brasa
e me deseja toda por dentro e por fora
que, aliada a minha boca,
tudo o que está em volta
é devorado
restando apenas a mim e ao amor
soltos, serenos, suaves
e loucos para seduzir...

















me inspirei na Izis Monaly para escrever este poema.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Poema do não correspondido.

Tudo o que é meu-teu
É também breu.
Nunca tive muita pressa de amar
Por achar que o amor tinha obrigação de ser terno.

Enquanto isso, as pessoas devoravam umas as outras.
[...]

E no meio do bacanal,
Devoraram meu amor.
Eu que nunca tive pressa de amar,
Por achar que o amor tinha obrigação de ser terno,

No dia em que amei,
Não pude ser amada.

sábado, 10 de março de 2012


Arrisco. Não me arrisco.
Fico ou corro.
Me entrego ou minto.
Luto ou me reprimo.
[?]


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Minha Cor.

Vermelho da cor do fuxico.

Vermelho pode ser feio ou bonito.

Uma cor regada de contrastes,

Contida no sangue e na flor,

Vermelho é a cor da minha dor e do meu amor.

Só não é o cor do meu baton.

Vermelho tem o cheiro da minha pele:

Tem doçura e veneno que, na pele dele, se modelam.

(...)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Me diga, pra que pressa?


Me diga, pra que pressa

Se quando ando depressa

Tudo fica de passagem?


Me diga, pra que pressa

Se quando a gente corre

A paisagem da rua se morre?


Me diga, pra que pressa

Se comer rápido engasga

E toda forma de apreciar o paladar se rasga?


Me diga, pra que pressa

Se mesmo quando me arredio

A vida mostra logo um desafio?


Me diga, pra que pressa

Se, com sabedoria,

Um filho não se cria da noite para o dia?


Me diga, pra que pressa

Se uma árvore plantada

Não pode ser arrancada?


Me diga, pra que pressa

Pois se o dia teve que anoitecer

É porque tinha que acontecer?


Me diga, pra que pressa

Se tudo acontece

Quando tem que acontecer?


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Prato cheio é luxo.


Comi como se fosse um operário.
Com fome.
Com força.
Feijão, farinha e arroz.

Com as mãos separei o osso do filé...
Ainda com as mãos lambuzadas de comida,
Segurei o garfo com firmeza.
Prato cheio.

E depois de engolir seco, água.
Porque refrigerante não mata sede de água gelada.

Bebi com tanta rapidez que,
Após o primeiro gole,
Tive que respirar fundo.

Satisfação.
Prato cheio é luxo.

Stephanie Saskya.

domingo, 11 de abril de 2010

Tijolo sobre tijolo


Esse nosso mundo

Encontra-se fragmentado.

Os milhares de corações,

Que o constitui,

Separados pela indiferença,

Ganância e individualidade.

Reflete o que atualmente

Chamamos de sociedade.

Somos apenas tijolo sobre tijolo sem cimento:

Sem o essencial que nos une.


[S2]



segunda-feira, 22 de março de 2010

Variando. Variando. Variado.


E tudo muda.

E muda.

E muda novamente.

Nessa constante mudança, eu mudo também.

Mudo pra pior.

Mudo pra melhor.

Para eu mudar, basta um olhar.

Basta eu perceber.

Basta eu sentir a vida exigindo de mim: MUDE.

Não me é um pedido.

É uma intimação.

Uma interrogação.

Me mudo.

Casa nova.

Ainda não sei chamá-la de lar.

Todos ficaram cá.

Mas é lá que eu vou morar.

Nem sei por quantas mudanças terei que passar,

Mas se o tenho que fazer: PASSAREI.

Não vejo os mocinhos se darem mal

Ao passar nas pranchas dos navios piratas em alto mar.

To mudado.

To estacionado.

Mas nem me acomodo,

Arregaço as mangas,

Que logo vem mudanças.


Stephanie Saskya.